Hard skills, soft skills e mindset digital: Onde o Tico e o Teco se encontram!
Habilidades (skills) do Profissional do Futuro
Segundo o Klaus Schwab, fundador do World Economic Forum (WEF), a humanidade está ingressando na Quarta Revolução Industrial, uma nova era em que a união de tecnologias digitais, físicas e biológicas modificará drasticamente não apenas o modo como vivemos, mas a maneira como trabalhamos.
E para Schwab, as principais habilidades (skills) do profissional do futuro estão consolidadas no quadro a seguir:

Enquanto hard skills se referem a conhecimentos e habilidades técnicas que podem ser aprendidas e comprovadas, soft skills são as características da personalidade, comportamento e as habilidades sociais ou emocionais de um profissional.
Como os tempos mudaram e problemas complexos, como os da atualidade, apresentam características sistêmicas e não conseguem ser solucionados pelo modelo clássico baseado em conhecimento, ou seja, em um processo de recuperação de informações, aprender as hard skills do quadro, ainda que seja tarefa essencial, não é o bastante.
Os problemas são novos e suas soluções devem ser descobertas por meio do pensamento criativo. Agora nos concentramos no que pode ser em vez do que é. Precisamos desenvolver uma estratégia de pensar e tomar decisões relativamente espontâneas sob incerteza e exercitar a criação de cenários em busca de respostas alternativas.
Mindset Digital, Já!
Se por um lado as hard skills podem ser aprendidas, as soft skills são “adquiridas” na aprendizagem ao longo da vida com experiências e o desenvolvimento pessoal de cada um. E é aqui que entra o mindset.
Quando falamos de mindset, ou mentalidade (traduzindo para o português), estamos falando de atitudes mentais que definem como encaramos a vida.
Por isso acredito que o melhor ponto de partida para a aquisição das soft skills para o profissional do futuro é desenvolver o Mindset Digital, ou seja, seu modo de pensar, se portar e se relacionar em ambiente virtual, pois são suas atitudes que irão moldar sua singularidade na aquisição das habilidades e direcionar a aplicação dessas habilidades nos cenários emergentes.
E isso é tão importante quanto urgente. Uma pessoa capaz de #PensarDigital e se apropriar com inteligência das ferramentas digitais viabiliza maior produtividade, flexibilidade, competitividade e inovação para a empresa, além de perceber maior valorização profissional.
Você sabia que a geração Z está chegando agora ao mercado de trabalho e é motivada pela busca de propósito, flexibilidade e qualidade de vida? E que isso está mudando radicalmente a forma como as pessoas e empresas enxergam o futuro do trabalho?
A diversidade cultural e o choque de gerações exigem de nós a aquisição de todas as soft skills relacionadas à inteligência interpessoal e humana para nos mantermos relevantes para os novos tempos. E note que todas elas (colaboração, comunicação, criatividade, pensamento crítico e empatia) vão ser exercitadas em sua maior parte por meio das plataformas digitais e em muito pouco tempo até diretamente em alguns metaversos.
70% das iniciativas de Transformação Digital falham
O domínio das novas tecnologias digitais exige dos profissionais a adoção de mentalidade e habilidades para inovar e empreender e das organizações que coloquem o digital como o centro de tudo.
No entanto pesquisas globais indicam que 70% das iniciativas de Transformação Digital falham, afirma Mike Connor, analista principal do Silicon Valley Innovation Center.
Especialistas estimam que as empresas desperdiçaram cerca de US$ 900 bilhões em 2018 em projetos de transformação digital fracassados (em torno de 70% de todos os projetos). No entanto, gastaram mais de US$ 2 trilhões em transformações digitais em 2020.
Ao mesmo tempo que isso demonstra a importância e urgência da transformação digital para a continuidade dos negócios, gera uma pressão imensa nas pessoas que devem se envolver cada vez mais em projetos em busca de acionar pelo menos uma dessas 4 alavancas-chave de valor:
- Modelos de negócio (novas formas de operar e novos modelos econômicos);
- Conectividade (engajamento em tempo real);
- Processos (foco na experiência do cliente, automação e agilidade) e
- Analytics (melhor tomada de decisão e cultura de dados).
Somente exercitando as soft skills relacionadas à dimensão Crescimento (adaptabilidade, resiliência, mentalidade global e agilidade na aprendizagem), seremos relevantes nesses projetos e, de fato, teremos chances de capturar para a empresa e para nós mesmos o valor criado por essas alavancas.
De acordo com a Pesquisa da MacKinsey Brasil “Transformações digitais no Brasil: insights sobre o nível de maturidade digital das empresas no país” (2018-2019), para capturar o valor criado por essas alavancas, é necessário associá-las a um conjunto de melhores práticas de gestão que abrangem quatro dimensões fundamentais: Estratégia, Capacidades, Organização e Cultura.
Desenvolver o mindset digital que direciona e nos orienta sobre que habilidades técnicas e comportamentais têm papel fundamental para o sucesso na implementação de melhores práticas de gestão, especialmente em três das 4 dimensões:
- Capacidade: escolher um modelo de digitalização que permita amadurecer as capacidades digitais, estabelecer políticas, ferramentas e novas formas de trabalho com a meta de atingir uma organização na qual o digital e o restante do negócio sejam indistinguíveis.
- Organização: Ter líderes da organização com conhecimento de digital diretamente envolvidos na transformação apoiando a mentalidade de desafiar o status quo e de promover mudanças; Construir amplamente as habilidades digitais na organização, preparando os colaboradores do futuro;
- Cultura: Promover novas maneiras de trabalho que fomentem uma maior autonomia, aprendizado contínuo e ambientes de trabalho abertos; Comunicar com frequência o propósito da transformação, utilizando meios digitais e tradicionais.
Tá dominado? Tô!
E aí sacou como o Mindset Digital é a chave para integrar de forma inteligente suas habilidades técnicas e comportamentais? E que vai te ajudar a selecionar as competências que te levarão à excelência e ao reconhecimento profissional?
Comenta aí e me diz o que aterrissou ou se ainda tá viajando nos principais conceitos.
E eu te convido a cocriar comigo nosso próximo passo juntos. Clique na imagem e se inscreva na MasterClass (100% ONLINE E GRATUITA)

Afinal, estamos vivendo numa era de mudanças ou numa mudança de era?
A verdade é que a revolução digital tem trazido tantas mudanças disruptivas e tanta complexidade que, por mais que a gente se esforce, muitas vezes se sente como o Tom Zé na música “Tô”:
Eu tô te explicando
Pra te confundir
Eu tô te confundindo
Pra te esclarecer…
E não tem nada de errado nisso, muito pelo contrário. A complexidade está na ordem do dia.
Como lidar com cenários complexos?
Sílvio Meira, cientista, professor e empreendedor brasileiro responde:
“Confie no seu pensamento do momento, baseando-se em uma estratégia de pensar e tomar decisões relativamente espontâneas sob incertezas, e lembre-se de que existe um nível de controle disponível, porém ele não é totalmente gerenciável.
Por isso, não planeje a complexidade, mas sim os cenários criativos para entender o ambiente e os possíveis resultados que espera conseguir.
Considere como as coisas vão desenrolar, mas não explique como elas desenrolarão.
Experimente, aprenda e adapte: aprender durante a realização de testes é fundamental para avançar na resolução do problema sob um novo ângulo.”
Conecte-se à nossa JORNADA DE ACELERAÇÃO DIGITAL e acesse um MAPA para te guiar no caminho para se tornar um profissional digital de alto desempenho.

Clique na imagem acima ou no link de inscrição: https://dmaplearning-com.stackstaging.com/masterclass
E não deixe de curtir no vídeo a seguir o suingue do Tom Zé e do Paulinho Moska.
Tudo de bom,
Lorenzo Rodrigues
Respostas