7 competências digitais essenciais para sua aceleração digital
E o que é Aceleração Digital?
Autor do Gráfico: Eric Astro Teller (diretor de novos projetos da Google)
A resposta visual é a mais simples e a mais direta.
Considerando o gráfico acima, trata-se de localizar nosso ponto de partida na linha verde e, a partir de então, passar a percorrer a linha tracejada: aquela que altera a curva normal de adaptabilidade humana para que sejamos capazes de acompanhar a velocidade da evolução tecnológica (no nosso caso das tecnologias digitais), historicamente muito mais rápida, contando a partir do momento em que, tal tecnologia emergente, passa a estar acessível ao mercado consumidor.
Já ouviu falar no ChatGpt? Claro!!?? Lembre-se que na data de publicação deste post, o ChatGpt mal tinha completado 6 meses desde que foi aberto ao público em geral.
E você, já está investindo para traçar sua linha de aceleração digital para este caso?
Na prática, aceleração digital refere-se à capacidade de se implementar rapidamente novas soluções digitais e de se adotar tecnologias emergentes para otimizar processos e aumentar a produtividade.
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E o que entendemos por competência?
Vou optar por uma definição muito comum e difundida: competência é o conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que habilitam uma pessoa a desempenhar uma função ou papel.
Partindo dessa definição eu considero que:
Competências digitais são o conjunto de conhecimentos e habilidades que torna uma pessoa capaz de se apropriar com inteligência de ferramentas digitais e o seu mindset digital, isto é, seu modo de pensar, se portar e se relacionar em ambiente virtual.

Pessoas e equipes capazes de #PensarDigital e se apropriar com inteligência das ferramentas digitais viabilizam maior produtividade, flexibilidade, competitividade e inovação para a organização, além de perceberem maior valorização profissional.
Voltando um pouco no tempo…
Numa visão mais tradicional, competências digitais têm sido associadas a profissionais da área de TI (Tecnologia da Informação), devido sua formação ser prioritariamente composta dos métodos e habilidades técnicas para o desenvolvimento e uso dos sistemas digitais.
E o profissional de TI tem sido educado essencialmente para aplicar seu conhecimento em busca de prover “o que” o usuário solicitou ou precisa para executar seu trabalho. Para isso usa suas habilidades digitais para desenvolver e/ou configurar funcionalidades dos sistemas de informação.
Sendo assim, a relação dos profissionais das áreas de negócios com as ferramentas digitais têm sido, até aqui, intermediadas por esses profissionais da área de TI que, escolhem, desenvolvem e/ou configuram as ferramentas e depois preparam apresentações e treinamentos com foco nas “funcionalidades do sistema”, ou seja, normalmente apresentam primeiro o que as ferramentas fazem e depois como operá-las em modo padrão.
Até aqui parece estar tudo bem, não é? Nada muito estranho pois desde sempre fomos educados dessa maneira.
Você concorda que, segundo essa visão, os objetivos principais consistem na transmissão de conhecimentos e padrões e na orientação necessária ao usuário para torna-lo capaz de desenvolver suas habilidades para usar as ferramentas digitais? Habilidades!? E para por aí.
Só que os tempos mudaram.
Problemas complexos, como os da atualidade, apresentam características (eco)sistêmicas e não conseguem ser solucionados pelo modelo clássico baseado em conhecimento de padrões, ou seja, em um processo de recuperação de informações.
Dá só uma olhada no gráfico a seguir…

Habilidades só não bastam!
Vivemos na sociedade em rede suportada pela Economia de Plataforma: conexão distribuída, computação em nuvem, acesso em dispositivos móveis pela Internet, produção e análise de grande quantidade de dados (big Data – Analytics), riscos crescentes em segurança da informação, internet das coisas e tudo mais conectado.
Por aí vai…
Tudo isso ao mesmo tempo agora e a área de TI, desafiada por tantas demandas e complexidade para suportar tal volume de transações, acessos e dados, tem evoluído Modelos de Plataforma, no qual suas principais entregas às áreas de negócios são os famosos “aplicativos (Apps)”: componentes prontos para uso e instanciados por demanda (isto é, entram na órbita da plataforma e só são ativados quando demandados por determinado usuário ou grupo de usuários) e, em sua maioria, são configurados diretamente pelo usuário, sem a intervenção do profissional de TI.
Segundo pesquisa do Gartner, 80% dos serviços tecnológicos em 2024 serão criados por pessoas de fora da TI.
RESUMO: não existem mais respostas prontas baseadas apenas em conhecimento prévio. Os profissionais de TI nos entregam o “ateliê” e somos nós, das áreas de negócios, que devemos escolher os componentes e construir nossas próprias ferramentas.
Se os problemas são novos, suas soluções devem ser descobertas por meio do pensamento criativo.
Agora nos concentramos no que pode ser em vez do que é. Precisamos desenvolver uma estratégia de pensar e tomar decisões relativamente espontâneas sob incerteza e exercitar a criação de cenários em busca de respostas alternativas.
Por tudo isso é preciso começar a Aceleração Digital pelo Propósito! Pelo porquê!
O pensamento criativo, que começa pela investigação do propósito da solução de um problema complexo, nos brinda, ao final de um ciclo de design, com algumas hipóteses que precisam ser testadas e, com agilidade. O objetivo consiste em obter feedback rápido sobre a validade de tais hipóteses para sabermos se podemos seguir em frente ou se devemos mudar a rota.
No mundo das Startups é o que chamamos de MVP (produto mínimo viável). E, se tudo hoje tende a estar conectado em rede, o digital deve ser considerado o centro nervoso de qualquer solução.
Por isso para muito além das habilidades, #PensarDigital é urgente e essencial. E com isso em mente, podemos falar em competências digitais em seu sentido amplo e completo.
Ao longo dos meus mais de 20 anos trabalhando em projetos digitais e de inovação notei que alguns princípios e fundamentos são essenciais para o sucesso de projetos de transformação digital. Minha pesquisa exploratória dos Ecossistemas Digitais à minha volta me conduziu à busca de uma organização lógica que me permitisse construir pontes e documentar a viagem e foi assim que cheguei aos:

Ao longo de um projeto digital precisamos percorrer esses 4 pilares interligando-os à apropriação inteligente das plataformas digitais para uma maior possibilidade no alcance de resultados mas também, para sermos mais produtivos e relevantes em nossas empresas.
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Estamos entendidos? Fez sentido pra você?
Então agora eu posso apresentar cada uma das competências essenciais para a aceleração digital nas suas duas dimensões (1 – Habilidades e 2 – Mindset.)
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Gestão da informação
Habilidades: Consiste em aplicar o conjunto de processos para manter seus dados organizados e seguros. Isso diz respeito a: processamento; armazenamento; classificação; compartilhamento; entre outros.
Mindset: #PensarDigital na Gestão da Informação significa construir os processos de gestão para que os dados se convertam em informação útil que estimule experiências colaborativas que geram conhecimento contextualizado de modo a promover um entendimento mais profundo em busca do desenvolvimento de saberes. Precisamos pensar em como organizar os processos de gestão da informação para percorrer o Panorama da Compreensão (vide imagem a seguir).

Panorama da Compreensão (Shedroff, apud Wurman, 2001)
Esse #PensarDigital deve considerar os atributos-chave da cultura digital em uma organização em rede (uma estrutura mais horizontal e colaborativa) que permita as informações fluírem com transparência e que estimule o engajamento das pessoas em processos cocriativos para a solução de problemas.
#PensarDigital é a chave para aplicar corretamente suas habilidades e por isso é a força motriz da competência digital.
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Análise de dados e Machine Learning
Habilidades: Em alguma medida pode ser necessário o domínio ou uma compreensão estrutural de uma linguagem de programação (atualmente Python é a queridinha dos cientistas de dados por ser uma linguagem mais intuitiva e simples de entender e implementar e; por ser muito similar à linguagem humana). Estatística é outra habilidade importante por dois motivos principais, entender como os algoritmos de machine learning funcionam e para validar hipóteses. A visualização dos dados, como por exemplo, construindo Painéis de BI (inteligência do negócio), são essenciais para a compreensão e análise dos dados. E também algo sobre SQL, linguagem utilizada para consulta de dados estruturados em Bancos de Dados.
Mindset: a habilidade em negociação vai ser importante para alinhar expectativas, esclarecer objetivos, metas e os planos de execução. E para ser capaz disso é necessário desenvolver a capacidade de se comunicar com agilidade e clareza. O pensamento crítico alinhado ao conhecimento do negócio será fundamental para a coleta de informações relevantes e formulação de hipóteses. Por fim a curiosidade para a construção de cenários e busca alternativas para resolver problemas.
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Comunicação digital
Habilidades: Hoje temos à disposição todo tipo de plataforma de comunicação. Podemos nos comunicar por texto, voz, video em contextos síncronos e assíncronos. Aqui a habilidade principal consiste em operar tais ferramentas em contextos distintos de forma simples e produtiva.
Mindset: A comunicação deve ser ágil, respeitar o tempo do receptor da mensagem e priorizar os modelos assíncronos de modo que não haja necessidade nem urgência de interrompermos nossos interlocutores sem aviso prévio. Aqui vale e muito a lógica do começar pelo porquê de me comunicar em cada um dos contextos que estou envolvido. Considere que menos é mais e que a mensagem deve ser clara e intelegível para quem a recebe. Explorar boas práticas para ser mais produtivo em suas comunicações é essencial: devemos evitar a sobrecarga de informações, antecipar e promover todos os aceleradores de uma reunião síncrona e principalmente experimentar modelos de comunicação com nossas equipes que sejam cocriados e aceitos por todos.
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Trabalho colaborativo virtual
Habilidades: Essencialmente precisamos saber lidar com as funcionalidades das plataformas digitais que suportam a comunicação; criação, armazenamento e compartilhamento de arquivos; gestão das tarefas e entregas, automação de atividades repetitivas e das notificações; e calendário e gestão do tempo.
Mindset: Cocriação é essencial para o profissional digital, portanto temos que saber aplicar os vários tipos de processos cocriativos de acordo com o contexto mas, principalmente, transformar nossas ferramentas em uma verdadeira plataforma digital de engajamento que é sustentada por quatro elementos fundamentais:
- Transparência: se refere à percepção clara que o participante deve ter no processo de cocriação: motivação, objetivos e avaliação da relação custo-benefício ou risco-recompensa.
- Acesso: refere-se à capacidade de usar, modificar e expandir dados, informações, conhecimentos e ferramentas.
- Diálogo: diz respeito às competências para compartilhar e comunicar através da plataforma.
- Reflexibilidade: é a capacidade de tornar as experiências nos engajamentos dos participantes mais transformadoras uma vez que a plataforma deve facilitar o diálogo, a coleta de experiências anteriores dos participantes e o acúmulo de aprendizado.
No jogo da colaboração não importa quão sofisticadas sejam as práticas e/ou as tecnologias que viabilizam a comunicação e a colaboração, a iniciativa só funcionará se os participantes concordarem em realmente usá-las.
Aprender a dialogar com os stakeholders e desenvolver competências para estabelecer uma relação significativa e de confiança são fundamentais para profissionais que buscam novas oportunidades de crescimento e inovação.
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Gestão de projeto eficaz
Habilidades: As plataformas digitais possuem diversas aplicações para gerenciar projetos baseadas em arquiteturas diversas. Uma das mais utilizadas é aquela que o primeiro nível é o time que pode criar e gerenciar diversos projetos e dentro de cada um deles atribuímos seções (fases) e tarefas que se desdobram em subtarefas. Hoje em dia a maioria dos novos projetos são ágeis e conduzidos por equipes enxutas. Por isso saber configurar as ferramentas para esse contexto é fundamental. Basicamente você terá que saber como gerenciar as responsabilidades e o tempo de execução de cada tarefa, as comunicações, o calendário do projeto além de compartilhar os status de acompanhamento das ações.
Mindset: São apenas três os segredos para #PensarDigital na gestão de projetos ágeis:
- Projetar antecipadamente a arquitetura da informação e as principais jornadas de usuários de cada tipo de projeto para promover uma apropriação personalizada da ferramenta de gestão de projetos.
- Separar os esforços dos resultados, ou seja, as tarefas das entregas, de modo que fique fácil para toda a equipe reconhecer as atividades que realmente geram valor e nos tornam mais produtivos.
- Aplicar ao longo das jornadas dos usuários e de forma integrada às ferramentas digitais boas práticas que eliminem os principais vilões da produtividade como por exemplo, métodos de priorização para evitar a sobrecarga de trabalho.
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Visão digital estratégica
Habilidade: Identificar nas ferramentas digitais as funcionalidades que ajudam a tornar a organização mais eficiente e aplicar métodos e boas práticas nas jornadas dos usuários. O desenho de tais jornadas garante uma visão sistêmica do trabalho, inclusive para além de uma ou outra ferramenta específica, e isso irá permitir uma análise crítica de novas ferramentas mais adequadas aos contextos. A habilidade de análise de dados e comportamentos também é importante para detecção de mudanças de comportamento das pessoas com quem interagimos nas plataformas e na cocriação de novas soluções em serviços, produtos ou comunicação para nos manter em sintonia com as pessoas.
Mindset: Comece pelo porquê, ou seja, pelo propósito quando da apropriação das plataformas digitais para a cocriação de soluções digitais. A partir do propósito avalie a estratégia considerando os princípios e fundamentos, um a um, dos 4 pilares do mindset digital: 1 – Cultura Digital, 2 – Liderança Empreendedora, 3 – Metas, Resultados e Ágil e 4 – Ecossistemas e Plataformas.
No dia a dia essa organização mental tem me ajudado a simplificar a investigação dos problemas, avaliando-os sob uma perspectiva de cada vez. Independentemente do contexto ou do nosso papel no projeto, essas perspectivas nos permitem ampliar o entendimento sobre o ecossistema digital e a interagir com as demais partes interessadas com mais segurança e objetividade.
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Liderança Empreendedora
Habilidades: Muitas são as habilidades a serem desenvolvidas para exercer uma liderança empreendedora mas vou destacar aqui aquelas essenciais para os novos contextos complexos do mundo digital: adaptabilidade, capacidade de navegar na incerteza, orientação a construção de relacionamentos, excelente comunicação, empatia, capacidade de cultivar uma cultura de colaboração, orientação a resultados e capacidade analítica.
Mindset: A Liderança empreendedora é o segundo pilar do Mindset Digital e a defino assim:
Liderança Empreendedora é o que torna possível o equilíbrio no fio da navalha.
Num mundo cada vez mais digital, complexo e em constante mutação precisamos ser ágeis e inovadores como um empreendedor e, ao mesmo tempo, hábeis como um verdadeiro líder para orquestrar uma cultura digital que promova a interação, a cocriação, o engajamento e a aprendizagem contínua da nossa equipe, colaboradores e parceiros.
E para exercer a liderança empreendedora no dia a dia é importante desenvolver suas três dimensões:
A dimensão “Liderança para Pessoas” visa fortalecer os vínculos e valorizar as singularidades das pessoas à nossa volta em busca de uma cultura digital que estimule o mindset de crescimento, o engajamento e o comprometimento com os propósitos organizacionais.
A dimensão “Liderança para o Futuro” diz respeito à construção da visão e de caminhos a percorrer para encarar os desafios da transformação digital e da inovação sistêmica.
Por fim a dimensão “Liderança para Resultados” é aquela em que nos concentramos em entregar valor e enfatizar a satisfação e centralidade de nossos clientes/usuários, investindo todos os esforços para garantir credibilidade, confiança e imagem positiva na sociedade.
Conclusão
A produtividade da equipe e o sucesso dos projetos digitais surgem quando as pessoas, individual mas principalmente coletivamente, aprendem a cocriar valor de forma simples e espontânea por meio de plataformas digitais de engajamento.
Afinal estamos falando de conectividade e ela, sendo via de mão dupla, só é possível pela aceitação do outro e pelo outro.
Por isso não importa tanto sua área de atuação, se você é ou não um especialista em tecnologia ou se ocupa um cargo de liderança. Para se destacar no mundo digital é preciso sim de coragem para ser você mesmo, cada vez mais singular e autêntico.
Para que todas essas 7 competências essenciais funcionem de fato para sua aceleração digital, COMECE PELO SEU PROPÓSITO!
Por isso aqui no Espaço Mindset Digital, falamos muito sobre o IKIGAI, um termo japonês que descreve a razão pela qual alguém levanta da cama todos os dias, ou seja, sua motivação para viver.
É uma filosofia de vida que busca através do autoconhecimento atribuir um propósito e importância para nossas vidas. O conceito do autoconhecimento do IKIGAI se baseia na intersecção de quatro dimensões básicas da nossa vida: o que amamos, o que somos bons em fazer, o que o mundo precisa e o que podemos ser pagos para fazer.

Isso faz sentido pra você?
Acredito que a chave para o sucesso da cocriação de valor está na forma como pensamos e atuamos nos ecossistemas digitais que construímos e/ou habitamos, ou seja, o fator mais importante de todos, a meu ver, consiste no desenvolvimento do nosso Mindset Digital e de como podemos inspirar as pessoas com quem nos conectamos nos vários ecossistemas digitais a nossa volta.
Acompanhe nossos posts e podcasts, acesse nosso canal no YouTube, acesse meu perfil no Instagram e me manda um direct para concorrer a uma hora de mentoria gratuita onde vou te ajudar a projetar sua aceleração digital.
Abs e tudo de bom.
Lorenzo

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