Construí minha experiência profissional ao longo dos últimos vinte anos trabalhando em centenas de projetos de sistemas de informação usando vários chapéus: de desenvolvedor, gerente, consultor em e-business, analista de tecnologia do negócio, gestor da área de educação corporativa e facilitador em treinamentos de líderes e equipes multidisciplinares.
Trabalhei em e para organizações públicas e empresas de abrangência nacional como Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, Vivo, Xerox do Brasil, Warner Music, Amsterdam Sauer, United International Pictures, Globo.com, Senac-RJ, Vale do Rio Doce, Bradesco Seguros, entre outras.
Durante todo esse tempo, ao final de cada projeto, buscava analisar seu contexto e os fatores que o levaram a prosperar ou fracassar.
Concluí que quanto mais claras suas diretrizes estratégicas, equipes competentes para seu desenvolvimento, incentivos essenciais ao alinhamento de expectativas, recursos necessários para alavancar suas várias etapas e um plano de ação consistente; tudo isso propiciava o engajamento de todos os envolvidos e, assim, maior probabilidade de sucesso.
Mesmo com todos esses ingredientes, não foram poucos aqueles projetos que, mesmo concluídos “com sucesso”, naufragaram pouco tempo depois.
Principalmente em se tratando de projetos que propunham soluções digitais inovadoras ou que automatizavam processos de trabalho até então manuais. Ambos os tipos de projeto hoje inseridos no pacote de mudanças essenciais e inadiáveis chamado de Transformação Digital.
E a cada projeto, tudo isso ia me intrigando cada vez mais…
E note que minha experiência está em perfeita sintonia com os dados mundiais:
“70% das iniciativas de Transformação Digital falham.” Mike Connor, Silicon Valley Innovation Center – Analista Principal
Especialistas estimam que as empresas desperdiçaram cerca de US$ 900 bilhões em 2018 em projetos de transformação digital fracassados (em torno de 70% de todos os projetos). No entanto, as organizações gastaram mais de US$ 2 trilhões em transformações digitais em 2020.
Cheguei a uma conclusão interessante: A alta produtividade da equipe e o sucesso desse tipo de projeto surgem quando as pessoas, individual mas principalmente coletivamente, aprendem a cocriar valor de forma simples e espontânea por meio de plataformas digitais de engajamento.
E, aprofundando ainda mais esta conclusão, acredito que a chave para o sucesso da cocriação de valor está na forma como pensamos e atuamos nos ecossistemas digitais que construímos e/ou habitamos, ou seja, o fator mais importante de todos, a meu ver, consiste no desenvolvimento do nosso Mindset Digital e de como podemos inspirar as pessoas com quem nos conectamos nos vários ecossistemas digitais a nossa volta.
E eu também percebi que uma das minhas habilidades mais fortes é exatamente a capacidade de orientar e desbloquear o potencial das pessoas para se apropriarem das tecnologias digitais e cocriar, em equipe, soluções digitais de sucesso.
E o que isso significa?
Significa que para mudar é necessário enxergar onde estou e aonde quero chegar para, a partir daí, iniciar o percurso.
A primeira guinada: Aprender, desaprender e reaprender
Assim, nos últimos dez anos, dei uma guinada em minha carreira para atuar prioritária e quase que exclusivamente em processos de aprendizagem relevantes ao mindset para o mundo digital e aprofundei meus estudos e experiências sobre transformação digital, futuro do trabalho, organizações em rede e ecossistemas digitais para cocriação de valor.
Trabalhei com ênfase na apropriação de tecnologias interativas web, preferencialmente de código aberto, gratuitas ou de baixo custo, para o desenvolvimento de abordagens baseadas em comunidades, colaboração e autoorganização (tema da minha pesquisa de mestrado).
Como resultado da pesquisa desenvolvi um modelo de ecossistema digital para cocriação interativa, com ênfase no uso de plataformas digitais de engajamento, o qual permite a qualquer colaborador de uma organização se apropriar de ferramentas e serviços web para cocriar iniciativas virtuais espontâneas (que nascem do desejo de um indivíduo ou grupo de desenvolver processos interativos com seus pares e/ou com as demais partes interessadas internas e/ou externas da organização).
Fiz diversos experimentos cocriativos utilizando esse modelo e, com resultados incríveis. Tudo isso ainda como consultor e mentor de equipes de projeto e dentro das organizações.
Com o objetivo de explorar a adoção e aprendizagem do modelo pelas organizações visualizei a seguinte oportunidade:
Transformar as bases da Educação Corporativa modelando o Ecossistema Digital de Aprendizagem e Gestão do Conhecimento.
Programa Liderança e Inovação
Concebi então um programa de desenvolvimento gerencial multidisciplinar inovador que integra o desenvolvimento das competências identificadas no Programa de Desenvolvimento Gerencial (PDG) da organização contratante, por meio da cocriação interativa, da aprendizagem baseada em projetos e em times e; de processos autoorganizados e iterativos, suportados por uma plataforma digital de engajamento.
Fui à luta para oferecer o programa às organizações e logo no primeiro mês, ainda em meados 2018, o programa (ou o modelo) foi “instanciado” para uma demanda específica da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP): Programa Liderança em Transformação de Serviços Públicos.
Este Programa foi concebido alinhado às diretrizes do InovaGov do Governo Federal e foca no mindset digital para promover inovação por meio do uso eficiente dos recursos tecnológicos.
A segunda guinada: Israel e o Espaço Mindset Digital
Após realizarmos duas turmas semipresenciais do Programa com extremo sucesso, uma outra guinada na minha vida interrompeu temporariamente seu avanço: minha mudança para Israel em 2019, sonho antigo meu e da minha família de vivermos uma vida judaica plena na Terra Santa.
Interessante o que veio a seguir. A gente leva um período de tempo para se adaptar à nova realidade em um novo país e, além disso, precisei pensar em como reformular os workshops presenciais do Programa para se transformarem em iniciativas exclusivamente virtuais. E com isso perdi um pouco o contato com as organizações que já estavam interessadas na adoção do Programa e isso gerou um vácuo de oportunidades.
Mas eu estava precisando testar o modelo totalmente virtual e assim acabei por construir meu próprio ecossistema digital de aprendizagem e gestão do conhecimento com tudo aquilo que sempre sugeria que as organizações fizessem e que pouquíssimas delas levavam realmente a sério.
Surgiu assim o Espaço Mindset Digital, que rapidamente chamou a atenção de diversos especialistas de Israel e do Brasil que se mostraram prontos para participar do Programa e a interagir com líderes nas mais diversas áreas de conhecimento essenciais ao mundo digital.
Comecei então com alguns projetos pilotos usando os módulos virtuais recém-concebidos (o que na linguagem que vamos usar daqui pra frente, foram meus primeiros MVPs – Produtos Mínimos Viáveis para compor o novo Programa ) e os testei ao longo de 2020 e 2021 com extremo sucesso em cursos in company.
Mas aí me veio outra ideia que pode parecer muito óbvia mas, para quem havia passado os últimos 20 anos trabalhando exclusivamente para e com todos os tipos de organizações, foi um divisor de águas.
Eu me perguntei:
Quem deveria aprender primeiro, as organizações ou as pessoas?
A fórmula perfeita acontece quando as organizações oferecem os espaços cocriativos necessários às atividades de mudança de mindset e incentivam as pessoas a se engajarem. Aquelas que saíram na frente da corrida digital fazem exatamente isso mas a maior parte das organizações ainda não percebeu a relevância e urgência de caminhar neste sentido ou não sabe o que, ou como fazer.
Pera aí”, em quase todas as organizações para as quais eu trabalhei fui eu quem, na maioria das vezes à força, concebi e construí esses espaços cocriativos.
Meus MVPs foram testados e aprovados por diversas equipes de trabalho e agora eu tenho minha própria plataforma de engajamento.
E mais: as pessoas mais antenadas e que sempre buscam evolução profissional e maior relevância em sua carreira estão cientes de que o digital é o novo normal e que não haverá volta.
Foi aí que eu percebi que poderia ajudar muito mais gente oferecendo o programa diretamente para as pessoas e não somente para as organizações. E essas pessoas poderiam fazer o que fiz em suas organizações com muitos menos traumas e desgastes do que eu fiz pois elas teriam um método testado e aprovado depois de muiiitttass experiências algumas realmente gratificantes mas outras tantas extremamente dolorosas.
E quem não gostaria de ganhar tempo e de aproveitar algumas trilhas já abertas ao percorrer sua jornada?
E por que preciso falar tudo isso?
Porque estar no digital não significa necessariamente pensar digital. Estar no digital é quando somos expostos às experiências dos consumidores de tecnologia e serviços digitais. Toda boa experiência é simples, interativa e intuitiva.
Mas pensar digital é estar por trás das telas que usamos, concebendo os produtos e serviços num trabalho nada intuitivo e muito elaborado que exige a orquestração minuciosa dos princípios e fundamentos que apresento nos 4 Pilares do Mindset Digital.
Finalmente chegamos ao ponto. Agora é hora de falar sobre os 4 Pilares do Mindset Digital
Minha pesquisa exploratória dos Ecossistemas Digitais à minha volta me conduziu à busca de uma organização lógica que me permitisse construir pontes e documentar a viagem e foi assim que cheguei aos 4 Pilares do Mindset Digital:
“A transformação digital acontece com a (1) transformação cultural capitaneada por uma (2) liderança empreendedora que induz, com (3) agilidade e metas claras, a (4) inovação e a evolução em seus ecossistemas e plataformas.”
Mas a ordem aqui apresentada nada mais é que uma tentativa didática de apresentar de forma um tanto quanto linear essa aventura que toma caminhos diversos conforme interagimos, aprendemos, desaprendemos e reaprendemos, principalmente quando nos damos conta de que a transformação digital já começou faz tempo e é necessário compreender cada contexto para poder atuar.
No dia a dia essa estrutura de 4 pilares tem me ajudado a simplificar a investigação dos problemas e soluções, me permitindo avaliar o contexto sob uma perspectiva de cada vez. Independentemente do contexto ou do meu papel no projeto, essas perspectivas me permitem ampliar o entendimento sobre o ecossistema digital a ser desenvolvido e a interagir com as demais partes interessadas com mais segurança e objetividade.
Mas deve estar óbvio para você que é a prática constante e consistente dos princípios e fundamentos que irá te levar ao tão desejado desenvolvimento do Mindset Digital. Apesar de eu apresentar ao longo do curso um conteúdo bem abrangente o mais importante é a interação e conexão no dia a dia dos projetos. E isso só se aprende botando a mão na massa.
Por isso vou apresentar um mapa para o planejamento da sua transformação com alguns marcos que você deverá atingir no seu campo de batalha, no seu dia a dia, mas principalmente que te permitirá identificar e promover seu propósito maior e sua singularidade.
Por isso defendo que o Mindset Digital consiste em atitudes mentais para encarar nossos desafios e resolver os problemas das pessoas com quem nos conectamos pela apropriação cocriativa das tecnologias digitais (metodologias e conceitos emergentes, inclusive), pela experimentação e pela busca do aprendizado contínuo em redes mais distribuídas e/ou descentralizadas.
Afinal estamos falando de conectividade e ela, sendo via de mão dupla, só é possível pela aceitação do outro e pelo outro.
Por isso não importa tanto sua área de atuação, se você é ou não um especialista em tecnologia ou se ocupa um cargo de liderança. Para se destacar no mundo digital é preciso sim de coragem para ser você mesmo, cada vez mais singular e autêntico.
Eu finalmente entendi que poderia compartilhar o mesmo método que eu uso. Ensinar a outras pessoas o passo a passo que me levou a esses resultados.
Mas agora também diretamente para você pois, como eu o fiz, pode estar buscando um propósito maior e pode até já reconhecer seus talentos e deseja apostar neles.
Hoje tenho a liberdade de viver na cidade e país que escolhi. E de escolher investir meu tempo no que acredito ser minha missão para o mundo.
Eu sou engenheiro de sistemas e computação e aqui em Israel, o país das Startups, há milhares de oportunidades de emprego para meu perfil profissional. Toda minha família e amigos ainda não acreditam que eu dispense salários em torno de R$20.000 reais para viver meu propósito.
Mas estou firme e acredito com todas minhas forças que posso fazer muito mais diferença no mundo com meus treinamentos diretamente para pessoas do que com minha expertise em educação corporativa e como gerente de projetos.
Não quero mais compartilhar esse conhecimento apenas com minhas equipes de trabalho mas com quem quiser aprender:VOCÊ!
Por isso que eu decidi ensinar os caminhos para você possa dominar os 4 Pilares do Mindset Digital e se apropriar com inteligência das Plataformas Digitais.
É isso que eu faço.